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NOTA DE SOLIDARIEDADE AO POVO DO RIO GRANDE DO SUL

Nos últimos dias, estamos acompanhando estarrecidos a hecatombe ambiental que se abateu sobre o Rio Grande do Sul. Numa análise simplista do senso comum, pode-se dizer que um dilúvio atingiu o estado. O que está ocorrendo no Rio Grande do Sul é o resultado potencializado do modo de produção capitalista predatório que está provocando desastres […]

8 maio 2024, 15:27

Nos últimos dias, estamos acompanhando estarrecidos a hecatombe ambiental que se abateu sobre o Rio Grande do Sul. Numa análise simplista do senso comum, pode-se dizer que um dilúvio atingiu o estado.

O que está ocorrendo no Rio Grande do Sul é o resultado potencializado do modo de produção capitalista predatório que está provocando desastres ambientais numa dimensão cada vez mais impensável e sem nenhum paralelo histórico.

Aliás, os eventos climáticos, chuvas torrenciais de dimensões diluviais e secas prolongadas, inclusive na Amazônia, têm sido cada vez mais comuns. Em Petrópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011 foram mais de 900 mortes e em 2022, mais de 240, fora os prejuízos que não serão superados em apenas uma geração. Em 2021, chuvas torrenciais provocaram dezenas de mortes e desabrigaram mais de 700 mil pessoas no Sul da Bahia. Em fevereiro de 2023 uma tempestade devastadora arrasou o Litoral Norte de São Paulo, provocando a morte de 63 pessoas e deixando milhares de desabrigados. No outro extremo climático, as secas na Amazônia, no Nordeste e no Pantanal têm sido cada vez mais constantes.

É evidente que o sistema capitalista que transforma tudo em mercadoria e lucro favorecendo uma pequena parcela de privilegiados, não tem nenhuma preocupação com a vida humana, muito menos com a fauna e a flora, levando a devastação das florestas e provocando desequilíbrios ambientais praticamente irreversíveis.

Todo esse processo resulta em eventos de destruição numa escala e amplitudes assustadoras e impensáveis a ponto de provocar destruição em mais de dois terços dos municípios do Estado, mais de uma centena de mortos e também de desaparecidos, além da destruição de centenas de milhares de imóveis, ruas, rodovias e inclusive o aeroporto de Porto Alegre – Salgado Filho.

A classe trabalhadora é quem mais sofre quando ocorrem eventos naturais com esta magnitude, por isso exigimos que os governos invistam todos os recursos disponíveis, canalizando-os para o Rio Grande do Sul. A população do estado necessita urgentemente de milhares de socorristas, água potável, alimentos, roupas principalmente de cama, recuperação da infraestrutura e reconstrução de moradias para as pessoas, requerendo uma nova concepção de ocupação territorial, recuperando a flora e a fauna devastadas e que respeite o relevo territorial das cidades. É preciso romper com a transformação do meio urbano em mercadoria a serviço do lucro imobiliário, criando assim um novo normal.

Diante desta realidade, a TLS se solidariza com a população do estado do Rio Grande do Sul, em especial à classe trabalhadora, os estudantes e os pequenos e médios produtores rurais. Registramos em nome da militância da TLS de todo o país nosso total apoio aos nossos dirigentes e militantes da TLS e do MES do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, nos integramos à campanha de arrecadação, que está assinada pelos movimentos sociais Emancipa Mulher e Juntos e pelos nossos mandatos: Vereador Roberto Robaina, Deputada Estadual Luciana Genro e Deputada Federal Fernanda Melchionna.

Chave pix: emancipamulher@gmail.com (em nome de Carla Zanella).